O Espírito para nós é melhor que a presença corporal de Cristo!
Em João 16.7 Jesus afirma aos
seus discípulos: “Mas eu lhes digo a verdade: é melhor para vocês que eu vá,
porque, se eu não for, o Consolador não virá para vocês; mas, se eu for, eu o
enviarei a vocês”.[1] A
partida de Cristo, conforme suas palavras, não representava uma perda para os
discípulos, mas era necessária para que o Consolador viesse. O teólogo
puritano, John Owen, ao refletir sobre essa passagem em sua obra sobre “A
Comunhão com o Deus Triúno”, faz uma afirmação impressionante ao dizer que “a presença
do Espírito Santo com os crentes como um consolador, enviado por Cristo [...] é
melhor e mais proveitosa para os crentes do que qualquer presença corporal de
Cristo”.[2]
Essa afirmação não nos parece
natural à primeira vista. Nosso anseio por Cristo nos leva a pensar que seria
muito melhor para nós, nessa era da igreja em que vivemos, tê-lo conosco, de
forma corpórea. Ou se tivéssemos a oportunidade de voltar no tempo e caminhar
com Cristo, como fizeram os apóstolos, talvez pensássemos que essa experiência
seria muito mais proveitosa para nossa alma do que aquilo que recebemos hoje
por meio das Escrituras e da atuação do Espírito Santo. Entretanto, não é isso
que Cristo afirma em João 16.7. Jesus declara com clareza que sua partida seria
melhor para os discípulos e relaciona essa afirmação à vinda do Consolador.
Isso não significa que Cristo
seja dispensável, mas que, por meio do Espírito Santo, os benefícios da obra de
Cristo são aplicados aos crentes. Na sequência de João 16.7, Jesus descreve a
atuação do Consolador da seguinte forma: (1) convencer o mundo do pecado, da
justiça e do juízo (v. 8-11); (2) guiar os discípulos em toda a verdade (v.
13); (3) glorificar a Cristo (v. 14); e (4) anunciar aos discípulos aquilo que
recebeu do próprio Cristo (v. 14). Por essa razão, Hendriksen afirma que “a
partida de Cristo significa triunfo e não tragédia”.[3]
É nesse sentido que Owen
defende que a presença do Consolador é melhor e mais proveitosa para os crentes
do que a presença corpórea de Cristo. Mas em que consiste esse proveito? Em que
sentido a presença do Espírito Santo é melhor? E por que a comunhão com ele é
essencial para toda a vida cristã? Este ensaio busca responder a essas
perguntas mediante a análise de algumas afirmações de Owen e Ferguson sobre o
papel da Terceira Pessoa da Trindade como Consolador, os efeitos e benefícios
da comunhão com o Espírito e a aplicação de seu consolo à vida cristã.
O argumento central de Owen é
que o consolo é uma forma peculiar de comunhão com o Espírito. Sobre isso ele
afirma:
E isso dá testemunho, também, do
fundamento de todo esse discurso, a saber, nossa comunhão peculiar com o Pai
em amor, o Filho na graça e o Espírito Santo em consolação. Esta é a porta
e entrada daquela comunhão do Espírito Santo para a qual somos chamados (grifo
nosso).[4]
Para Owen, a obra do Espírito
Santo deve ser compreendida em relação à comunhão do crente com o Deus Triúno.
Em sua exposição, a atuação do Espírito sempre está vinculada à pessoa de
Cristo e à pessoa do Pai: o Pai providenciou a salvação, o Filho realizou a
obra da redenção e o Espírito comunica aos crentes os benefícios dessa obra. Assim,
a obra do Espírito não deve ser considerada isoladamente, pois a salvação e a
vida cristã envolvem a atuação do Pai, do Filho e do Espírito Santo.[5]
Um destaque importante que
Sinclair B. Ferguson faz, em sua obra “O Espírito Santo”, é que “o Espírito é
um parácleto [consolador] da mesma espécie que o próprio Jesus. Ele é ‘outro,
semelhante a Cristo’”.[6]
Portanto, Ele é divino, a Terceira Pessoa da Trindade, mestre do povo de Deus (cf.
Jo 14.26; 16.13), e intercessor em favor de Sua igreja (cf. Rm 8.26-27).[7]
Tendo esse fundamento, Owen
destaca que “a obra do Espírito é glorificar a Cristo”.[8]
O Espírito glorifica o Filho ao comunicar aos crentes aquilo que pertence a
Cristo, tornando-lhes conhecidos os benefícios de sua obra redentora. O Espírito ilumina o entendimento, fortalece a fé e leva o cristão
a conhecer e desfrutar da comunhão com Deus. Por essa razão o Filho enviou o
Espírito, para que os discípulos tivessem segurança do amor de Deus e fossem
consolados em sua caminhada cristã.
O consolo do Espírito Santo
consiste em tornar o crente consciente do amor do Pai e da graça do Filho.[9]
O Espírito nos conduz, portanto, a uma compreensão mais profunda daquilo que
Deus fez por nós em Cristo. Ele “revela às almas dos pecadores as boas coisas
do pacto da graça, que o Pai providenciou e o Filho comprou”.[10]
O consolo envolve conhecer as promessas de Deus em Cristo e a confiança nelas. O
Espírito “nos mostra misericórdia, graça, perdão, justiça e aceitação com Deus”.[11]
Além
disso, o Espírito conduz o crente a descansar na suficiência do Salvador. Owen
afirma que isso Ele “o faz comunicando-nos e familiarizando-nos com a graça de
Cristo – todos os frutos de sua compra, toda a desejabilidade de sua pessoa,
visto que estamos interessados nele”.[12] O Espírito não apenas comunica informações sobre a salvação, mas conduz
o crente a desfrutar da relação com o próprio Deus. E por isso Owen conecta o consolo
e a comunhão com Deus à oração, quando diz que nossas orações são:
Um meio de manter a comunhão com Deus,
por meio do qual suavizamos nossos corações no seio do Pai e recebemos os
sabores refrescantes de seu amor. A alma
nunca é mais elevada com o amor de Deus do que quando pelo Espírito é posta em
íntima comunhão com ele no cumprimento deste dever; e nisso pertence ao
Espírito de consolação, ao Espírito prometido como Consolador.[13]
Assim
é o Espírito Santo que nos conduz à comunhão íntima com Deus, e com esse
propósito que Jesus enviou o Espírito. Aquele que estava presente na criação
agora habita em nós e trabalha para nos assegurar do amor do Pai. Essa comunhão
tem duas direções: enquanto o Espírito comunica a nós os consolos que temos em
Cristo, nosso coração é fortalecido com conforto, paz, alegria e esperança.
É
exatamente compreendendo essas coisas que a afirmação de Owen é esclarecida,
pela qual ele defende que o Espírito é melhor e mais proveitoso para nós, do
que a presença corporal de Cristo. A razão, como foi apresentada até aqui, é
que o Espírito é aquele que glorifica a Cristo por meio de sua obra, e consola
o povo de Deus, aplicando neles a obra da redenção, e conduzindo-os a comunhão
com o Deus triúno.
Ferguson também relaciona a
vida cristã à comunhão do Espírito Santo, quando afirma que: “toda a vida
cristã, pois, com suas profundas raízes no amor do Pai e seu fundamento na
graça de Cristo, é caracterizada pelo que Paulo chama a koinonia do
Espírito Santo (2 Co 13.13; cf. Fp 2.1)”.[14] Somos unidos a Cristo pela graça e, pela atuação do Espírito,
desfrutamos dos benefícios dessa união. Ferguson acrescenta: “é em
comunhão com o Espírito que experimentamos a comunhão que o Espírito cria nas
bênçãos do evangelho no contexto da igreja de Cristo”.[15]
O consolo, portanto, faz parte da bondade de experimentarmos a comunhão com o
Espírito que é uma dádiva do evangelho do amor do Pai e da graça de Cristo.
Em outra obra, Ferguson cita
John Owen, quando expõe um aspecto importante para o nosso consolo, que é o
fato que o Espírito com quem temos comunhão é o mesmo que habitou em Jesus
Cristo. E isso é maravilhosamente consolador, pois Cristo “recebeu o
Espírito para desempenhar seu ministério como Redentor” e agora concede esse
mesmo Espírito aos que estão unidos a ele pela fé. Assim, “o Espírito que
estava presente e em e por meio da vida de Jesus é exatamente o mesmo Espírito
que é agora dado a todos os crentes”.[16]
Essas afirmações mostram mais
uma vez, que a atuação do Espírito nos crentes não pode ser separada do
ministério de Cristo. O Espírito que habita no povo de Deus esteve presente na
vida e no ministério do Filho. Sua atuação conduz os cristãos a conhecer e
desfrutar dos benefícios da redenção realizada por Cristo. Por isso, como Ferguson afirma, “a união com Cristo, à
qual o Espírito nos conduz, é o fundamento e o prelúdio para a comunhão com
Cristo no Espírito”.[17]
Outro ponto que Owen destaca, e
que é enfatizado por Ferguson é o fato que, o Espírito tem um papel quanto às
Escrituras Sagradas. Segundo ele o Espírito “mostra a eles as coisas de Cristo –
seu amor, graça, todos os frutos de sua morte, sofrimento, ressurreição e
intercessão”.[18] Logo
o consolo que o Espírito concede não deve ser procurado em uma experiência
espiritual separada do evangelho, mas naquilo que o Espírito faz conhecer sobre
Cristo. Ferguson destaca a importância da iluminação das Escrituras ao afirmar
que “o Espírito Santo ilumina nosso entendimento das Escrituras e nos capacita
a receber a sua verdade”.[19]
Essa obra corresponde ao ensino de João 16.13-14, em que Jesus declara que o
Espírito guiará os discípulos na verdade e glorificará o Filho.
Por isso, a atuação do
Espírito não torna as Escrituras dispensáveis; ao contrário, ele ilumina o
entendimento para que a verdade revelada seja recebida e aplicada à vida
cristã. Desse modo, conduz o crente a uma fé mais firme, a uma compreensão mais
profunda do evangelho e a uma dependência maior de Deus. E por isso uma das
consequências da comunhão com o Espírito é a segurança que ele produz no
coração dos crentes. Owen afirma que o Espírito “nos comunica o amor do Pai e
nos torna familiarizados com ele”.[20] Essa familiaridade diz respeito a reconhecer e a descansar no
amor que Deus lhe revelou em Cristo, conforme registrado nas Escrituras.
A iluminação do Espírito,
portanto, é importante para o consolo porque as promessas de Deus precisam ser
conhecidas e recebidas pela fé. Quando a consciência é perturbada pelo pecado
ou quando as circunstâncias parecem contradizer as promessas divinas, o
Espírito dirige o crente novamente à Palavra e o fortalece para confiar na
fidelidade de Deus. As aflições, a consciência do pecado e as limitações
pessoais podem levar o crente a questionar se realmente é amado por Deus.
Nesses momentos, o Espírito não apresenta um novo fundamento para a segurança
cristã, mas dirige o crente às promessas do evangelho. Owen afirma: “ao nos
persuadir do amor eterno e imutável do Pai, ele nos enche de consolação”.[21]
Aqui, mais um aspecto é destacado
com respeito à ação do Espírito na vida do crente, a saber: a certeza de sua
salvação, isto é, de sua segurança como filho de Deus. A segurança cristã está
fundamentada no amor imutável de Deus, e não nos méritos humanos ou em sua
capacidade de ser bom. Isso não significa que o cristão nunca experimentará
dúvidas quanto à sua salvação. Significa que, mesmo em meio a essas
experiências, ele pode se apegar às promessas de Deus e encontrar nelas
fundamento para perseverar.
Essa segurança também está
relacionada à adoção. Em Romanos 8.14-16,[22] Paulo
relaciona a obra do Espírito à certeza da filiação, afirmando que os crentes
receberam o Espírito de adoção, pelo qual clamam: “Aba, Pai” (v.15). E o
próprio Espírito testifica com o espírito dos crentes que eles são filhos de
Deus (v.16). Owen relaciona essa segurança ao
testemunho do Espírito, afirmando que “o Espírito Santo nos dá paz em Cristo
[...] o Espírito Santo derrama o amor de Deus em nossos corações [...] o
Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus”. [23] Nessa citação há três aspectos determinantes para a segurança e
consequentemente para o consolo, esses são: a paz em Cristo, a consciência do
amor de Deus e a certeza da adoção.
Indo
um pouco mais a fundo, a segurança cristã permite que o crente reconheça suas
falhas, lamente-as e busque arrependimento sem perder o fundamento de sua
confiança em Deus. A graça não torna o pecado menos grave, mas oferece perdão e
restauração. Por isso, o consolo não é autoconfiança religiosa: é confiança na redenção
de Cristo, e na santificação operada pelo Espírito, que conduz o crente a viver
como alguém que pertence ao Pai. Nesse contexto, Owen afirma: “nosso
grande e único refúgio contra a culpa do pecado é o Senhor Jesus Cristo; em
nosso vôo para ele, o Espírito administra consolação para nós”.[24]
O consolo do Espírito, portanto, não
impede o arrependimento; pelo contrário ele conduz o cristão ao verdadeiro
arrependimento, e à confissão de seus pecados, pois o convence “do pecado, da
justiça e do juízo” (João 16.8).[25]
Assim, a comunhão com o Espírito diz respeito também à maneira como
vivemos diante de Deus. Se o Espírito nos faz conhecer o amor do Pai e a graça
do Filho, essa verdade deve produzir uma vida de obediência. Não podemos
desejar o consolo do Espírito e, ao mesmo tempo, tratar com indiferença sua
obra em nós. A obediência cristã não é o fundamento da aceitação diante de Deus, mas
uma consequência da graça recebida. O crente não obedece para conquistar o amor
do Pai, pois esse amor lhe é concedido em Cristo. Ele obedece porque foi
alcançado pela graça e deseja viver de maneira agradável àquele que o salvou.
Segundo Ferguson, “o Espírito
está sempre, sob todas as circunstâncias, em todos os tempos, tornando-nos
santos”.[26] Nesse
sentido, consolo e santificação não são obras separadas. O Espírito fortalece o
crente em suas fraquezas e trabalha nele para produzir uma vida de santidade.
Ele não oferece conforto para que o cristão permaneça indiferente ao pecado,
mas para que encontre em Cristo o fundamento para lutar contra ele. Por isso,
as Escrituras nos ensinam a não entristecer o Espírito Santo (Efésios 4.30),
nem resistir à sua atuação (1 Tessalonicenses 5.19). A santificação é obra do
Espírito que, em amor, nos transforma e nos torna cada vez mais parecidos com o
Filho de Deus.
Um último aspecto do consolo do
Espírito que será tratado nesse breve ensaio é o fortalecimento que o cristão
recebe através do Espírito para enfrentar as aflições dessa vida. A ênfase
sobre os benefícios de que estamos tratando sempre diz respeito ao momento
atual em que vivemos: a vida presente, esta era entre a primeira e a segunda
vinda de Cristo. Aqui nesse mundo de dores, Owen destaca que, “em todas as
nossas aflições precisamos das consolações do Espírito Santo”.[27]
Nesse mundo teremos aflições (João 16.33), por isso precisamos da atuação do
Espírito para enfrentá-las com fé.
O
consolo do Espírito nesse aspecto, não poupa o cristão de enfermidades, perdas
ou outras dificuldades; as próprias Escrituras apresentam servos de Deus que
atravessaram circunstâncias dolorosas e permaneceram na fé. Por outro lado,
conforme Owen, “não há controle nem melhora de nenhuma aflição, mas meramente e
unicamente pelas consolações do Espírito Santo”.[28]
Essa declaração ressalta a necessidade das consolações do Espírito para que o
crente permaneça firme e perseverante em meio às dificuldades de vida efêmera.
Conclui-se,
assim, que o Espírito Santo, neste período entre as duas vindas de Cristo, é
melhor para o crente do que a presença corporal de Cristo. O Espírito Santo
veio voluntariamente do Pai para ser o nosso Consolador. Ele conhece quem
somos, sabe que ainda lutamos contra o pecado e que, muitas vezes,
entristecemos sua presença em nós. Mesmo assim, veio habitar em nosso coração e
aplicar a nós as riquezas da graça de Deus. Essa realidade torna seu consolo
ainda mais precioso: apesar de nossas fraquezas, ele permanece conosco e nos
conduz a desfrutar das bênçãos do evangelho.
Por isso, como Owen destaca: “A
cada obra de consolação que o crente recebe, sua fé deve ser decidida: ‘Isto
vem do Espírito Santo; ele é o Consolador, o Deus de toda consolação’”.[29]
Logo, o crente deve reconhecer com gratidão que sua perseverança não depende de
sua força. Deus o sustenta por meio de seu Espírito. Essa convicção produz
humildade e gratidão.
Por
fim, chamado à comunhão com Deus, o cristão é recebido pelo Pai por meio do
Filho e conduzido pelo Espírito a desfrutar dessa relação. É dessa comunhão que
recebem sustento a sua oração, a sua leitura das Escrituras, a sua participação
na igreja, a sua luta contra o pecado e a sua perseverança nas aflições. Por
isso, a presença do Espírito Santo é melhor para nós hoje do que a presença
corpórea de Cristo.
[1] Nova Almeida
Atualizada (Trad.: J. F. de Almeida). Edição Revista e
Atualizada®. 3a ed. Sociedade Bíblica do Brasil: 2017. Jo 16.7.
[2] Owen, John. Comunhão com o Deus Trino. São Paulo: Cultura Cristã,
2010. p. 525
[4] Owen, 2007, p.
410.
[5] Ibid, p. 22, 47.
[6] Ferguson, Sinclair B. O Espírito Santo.
Tradução de Valter Graciano Martins. São Paulo: Os Puritanos, 2000, p. 257.
[7] Ibid, p. 259-262.
[8] Owen, 2007, p. 547.
[9] Ibid, p. 584.
[10] Owen, 2007,
p. 548.
[11] Ibid.
[12] Ibid, p.588.
[13] Ibid, p.562.
[14] Ferguson, 2000, p.
241.
[15] Ibid.
[16] Ferguson, Sinclair
B. A devoção trinitária de John Owen: um perfil de homens piedosos. São
José dos Campos, SP: Fiel, 2015, p.80.
[17] Ferguson, 2000, p.
241.
[18] Owen, 2007, p. 588.
[19] Ferguson, 2015, p.
86.
[20] Owen, 2007, p. 585.
[21] Owen, 2007, p.
585.
[22] 14Pois todos os que são guiados
pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15Porque
vocês não receberam um espírito de escravidão, para viverem outra vez
atemorizados, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos:
“Aba, Pai.” 16O próprio
Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus (NAA, 2017, Rm
8.14-16).
[23] Owen, 2007, p. 583.
[24] Ibid, p.582.
[25] NAA, 2017.
[26] Ferguson, 2015, p.
86.
[27] Owen, 2007, p.583.
[28] Ibid, p. 581.
[29] Owen, 2007, p. 601.
